quinta-feira, 31 de março de 2011

A vida obrigou – me
a depressa crescer ,
não pude ser menina ,
como se deve ser .

Para trás fui deixada ,
sem ninguem com quem desabafar ,
sem ninguem para falar,
sem nenhum ombro onde chorar.

Sozinha aprendi ,
tudo o que até hoje sei ,
saudades tenho ,
daqueles que por diversas razões ,
pra trás deixei .

Tenho saudades das brincadeiras com o papá ,
de com os sapatos da mamã andar ,
e de a qualquer momento ,
os dois puder abraçar.

De todas as noites ,
o papá estar ,
ao meu lado na cama ,
para uma história me contar .

Chegou a uma altura ,
que a história , já era eu a contar ,
já a sabia toda de cór,
nem dava pra acreditar .

Tinha eu sete anos ,
quando aconteceu ,
o amor entre os meus pais,
morreu.

Separaram -se ,
seguiram caminhos diferentes ,
eles davam-se tão bem ,
foi uma surpresa pra toda a gente.

Sete anos passaram ,
passaram a correr ,
se pudesse daria tudo ,
para os voltar a viver.

Sempre que me lembro ,
de tudo o que aconteceu,
sinto orgulho em mim própria ,
porque a única que não mudou ,
fui eu !!!

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